faz algum tempo atrás, me dei conta de um padrão de fugir.. fugir.. fugir sem rumo e em círculos voltando para o mesmo lugar daquilo que fugia sem saber do que estava fugindo. E correndo para o nada, para lugar algum, apenas longe de tudo... mas onde nunca chegava.
Me intrigava e indignava o fato d'eu fugir sem saber do que estava fugindo, e com tal violência e desespero.
Passa tempo. Passa "boiada". Passa vivências.
Me encontro: me iludi. Na verdade não me iludi, mas dei importância neste emaranhado de questões para coisas que me aflige. Mas essas aflições, em voltas na minha cabeça, são só um subterfúgio para o real questão que me atravanca a vida, que me criou e me fez chegar até aqui [e quase não conseguir chegar, de tantos trancos e barrancos e "malheures du quotidien"].
Essa questão -penso eu- talvez seja do que fujo. [será?]
Mas bem, me encontro estagnada, sem saber onde ir.... parei de correr em círculos, estou arredia no canto e as vezes me estatelo nas paredes, talvez seja um passo além o só um momento. Vou ficar e esperar (como a paciência me foi dada).
Bem, digo que não é fácil estar em um ponto sem saber nada, não ver um sentido nas coisas que se faz ou tenta buscar a fazer.
Ter sentido nas coisas que se faz é um ponto "no mínimo".... [quem disse que tinha que ter?.. me vem as vezes essa pergunta]
Admito profundamente: sou esse amontoado de choros chorados, choros que não se choram, vidas interferindo, impondo.. apertando a correia quando tinha que soltar, soltando quando tinha que arriar. E eu sem saber, sem conseguir distinguir o que sou eu nesse emaranhado todo.
mas a uma parcela de hipocrisia, pois eu sou o que sou hoje por minha total responsabilidade, por mais que eu identifique cada pingo no i, quem tem a responsabilidade no que se foi escrito, mesmo pela minha fase criança na qual não me responsabilizam no que aconteceu [muita coisa], sei que tem responsabilidade. [não quero viver na ignorância]
resolução: Calma a esperar o que seguir.
